Arquitetura da informação: o que é, importância metodologia, exemplo!

Arquitetura da informação: o que é, importância metodologia, exemplo!


Você sabia que existe uma ciência por trás da organização das coisas para elas serem  compreensíveis?

Sim! É a Arquitetura da informação (AI), fundamental na nossa rotina, para construir e organizar a estrutura de quaisquer sistemas, desde prateleiras de supermercado, a sites, aplicativos e softwares, para serem claros, objetivos e funcionais a quem os usa.

O que é arquitetura da informação?

A Arquitetura de Informação é a prática que busca desenvolver um método de apresentação e disposição das informações, e que trabalha em conjunto com diversas áreas, como Design, UX e SEO.

Na prática, ela se encarrega de organizar o conjunto de dados existentes para auxiliar as pessoas a encontrar o que estão buscando, seja no mundo digital ou fora dele. 

Como resumir o conceito de arquitetura da informação?

A AI pode ser resumida pelo conceito de Ecologia da Informação, construída a partir de três pilares básicos: conteúdo, usuário e contexto. 

  • Conteúdo: são as informações e o volume delas, bem como sua estrutura, dados, textos, imagens, vídeos, áudios e outras mídias.
  • Usuários: são as pessoas para as quais as informações estão sendo criadas. É preciso definir as personas e saber suas necessidades, objetivos na plataforma a ser construída, prever comportamentos e ações.
  • Contexto: é o objetivo ou modelo do negócio. É importante entender qual o propósito do projeto em questão, tecnologia e restrições da plataforma.

Quais os principais componentes da arquitetura da informação?

Além dos pilares da Ecologia da Informação, há também outros elementos importantes para a construção de uma AI efetiva. 

É necessário, no entanto, definir o modelo de armazenamento e apresentação das informações a partir dos elementos a seguir: 

Biblioteconomia

É a metodologia responsável pela organização do conhecimento, utilizada em bibliotecas, como o próprio nome sugere, museus e até hospitais.

Sem a arquitetura de informação, não seria possível catalogar, categorizar e localizar a quantidade enorme de livros dentro de uma biblioteca, sem uma lógica única.

Psicologia Cognitiva

A AI pode aplicar processos mentais estudados pela Psicologia para melhor entender os usuários e aprimorar a experiência. 

Neste quesito, arquitetas(os) da informação devem pensar nas possíveis formas de interação e reação do público com o conteúdo.

Arquitetura

Assim como em ambientes reais, o cyber espaço precisa ser organizado para quem circula por ele. 

Da mesma maneira que as(os) arquitetas(os), os profissionais que trabalham diretamente com o AI, desenvolvedores, programadoras, designer, entre outros,  devem estruturar o projeto, pensando em proporcionar uma experiência de navegação simples, intuitiva e descomplicada.

Sistemas de organização

Este tópico aborda a montagem e forma de categorizar a informação. É preciso planejar quais conteúdos ocuparão a página inicial, por exemplo, e como estarão dispostos ao usuário. 

Quais serão os critérios utilizados? Ordem alfabética, cronológica, conteúdos mais acessados? Cada escolha é importante e não deve ser por acaso.

Sistemas de rotulagem

Consiste em nomear páginas e produtos pensando em quais termos são mais comuns para os usuários que acessam a plataforma. 

Pensar se “página inicial” é mais eficaz do que “Home”, por exemplo, para o público-alvo desejado.

Sistemas de navegação

Para que o usuário tenha uma experiência satisfatória, é necessário mostrar os caminhos para facilitar suas ações e interações com cada item da página.

Deve-se criar um sistema de navegação de interface simples e atrativa, conectando todos os ambientes da plataforma de forma intuitiva.

Navegação global

A disposição dos ícones de acesso, informações de primeiro nível de um site também precisam ser consideradas. Definir, por exemplo, se “contato”, “sobre”, “inscreva-se”, devem aparecer em todas as páginas.

Navegação local

Semelhante à navegação global, mas esta se preocupa com a criação de subáreas ou submenus, conforme a demanda de cada seção. 

Na página de descrição da empresa, pode haver um link para apresentação dos membros da equipe, por exemplo.

Navegação contextual

Para oferecer informação adicional, mas ainda relacionada com a busca anterior do usuário, é possível inserir links com conteúdos que podem ser de interesse dele.

É comum do comércio eletrônico aquela área onde outros produtos são mostrados ou sugestões de compras casadas com o item já adicionado na sacola de compras.

Navegação suplementar

São recursos para apresentar um panorama do conteúdo do site, como o próprio “mapa do site” ou índices, para que o usuário tenha acesso rápido ao que ele busca.

Sistemas de pesquisa

Com o objetivo de dar cada vez mais autonomia de navegação aos usuários, é imprescindível oferecer um local para pesquisa de conteúdo.

Desta forma, a pessoa conseguirá rapidamente localizar o que procura, bastando digitar alguns termos-chave da sua pesquisa. 

Qual a importância da arquitetura da informação?

O objetivo principal da arquitetura da informação é apresentar um sistema complexo de forma simplificada para as pessoas. 

Uma plataforma acessível, que dá sentido à organização, não somente melhora a navegação, mas a usabilidade do sistema desenvolvido.

Ao investir numa estratégia de AI, uma empresa tem mais chances de se tornar competitiva, visto que é necessário entender muito bem de seu próprio negócio e quem é seu público.

Desta maneira, é possível entregar de primeira aquilo que possíveis clientes estão buscando, sem estes terem que ir a sites concorrentes.

Quais são as metodologias que a IA utiliza?

São quatro as metodologias mais utilizadas por profissionais da AI:

Estrutura hierárquica

Esta etapa garante uma navegação mais fluída do usuário ao desenvolver uma relação prática entre páginas e conteúdos de forma que facilite a interação entre elas.

Wireframes

Para planejar a estrutura do projeto, pode ser feito um esboço, como se fosse um esqueleto do trabalho, por meio do qual os profissionais podem visualizar o formato do conteúdo antes de sua finalização, podendo assim prever possíveis erros e buscar melhores alternativas para aprimorar a IA.

Taxonomia

Cada pessoa tem um contexto e um objetivo diferente na hora de acessar o conteúdo, então é necessário definir uma linguagem padrão na exposição de informações, linguagem esta que inclui nomenclaturas e categorias de classificação para conteúdos específicos destinados ao público-alvo.

Inventário de conteúdo

Neste método, é feito um levantamento de todos os conteúdos, links e dados variados, utilizados na plataforma. 

Pode ser catalogado em uma planilha, a fim de que todas as pessoas envolvidas no projeto tenham conhecimento das informações, para não haver problemas como conteúdo duplicado.

Qual é a relação entre arquitetura da informação e UX?

A partir da arquitetura da informação, surge a base para o que conhecemos como UX (user experience).

As duas áreas podem ser confundidas por terem muitos objetivos semelhantes, mas não são a mesma coisa. 

Enquanto IA é responsável pela estrutura e quantidade de informação apresentada, a UX busca um modelo de interação com o conteúdo, de forma que seja satisfatório para o usuário. 

Qual a relação entre arquitetura da informação e SEO?

São estratégias que andam juntas e precisam estar alinhadas. Mas o mais importante é o que elas têm em comum: garantir a melhor experiência ao usuário.

Apesar de compartilhar este mesmo objetivo, as áreas de IA e SEO funcionam em dois campos de atuação diferentes. 

O SEO (search engine optimization / Otimização para motores de busca) possui estratégias próprias com a finalidade principal de tornar o site amigável aos mecanismos de busca. Dentre elas, a pesquisa de campo semântico para conteúdo, palavras-chave, além do levantamento de tendências de pesquisa dos usuários.

Exemplo de arquitetura da informação

Além dos produtos nas prateleiras do supermercado, como já dito, um ótimo exemplo é o e-commerce de uma livraria, com catálogo completo, dividido por seções, autores, além de informações sobre valores, frete e áreas de entrega, horário de funcionamento e endereço das lojas físicas. 

Definir os termos padrão de pesquisa, como, por exemplo, usar “autores brasileiros” ou “literatura nacional” é uma das formas de agrupamento de informações viáveis dentro de uma estratégia de AI.

Conclusão

Vimos a importância da arquitetura da informação nos pequenos e grandes sistemas do cotidiano, real ou virtual, para ser possível viver de forma mais funcional.

Trazendo ao mundo dos negócios, a AI deve ser projetada de forma personalizada, com todos os recursos cabíveis, vistos acima.

Investir na Arquitetura da informação é a melhor forma de garantir que as pessoas encontrem o que estão buscando, e, com isso, garantir a satisfação delas durante esta experiência.

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