Back end

O que é back end, para que serve e como aprender em 2021


Quando falamos em desenvolvimento de software, é comum que os mais leigos imaginem que uma aplicação é programada por apenas um profissional que é capacitado a estruturá-la em todos os seus pormenores.

Há raras exceções em que isso pode, de fato, ocorrer, mas a verdade é que a área de tecnologia da informação está dividida em algumas micro disciplinas que, juntas, compõem o que conhecemos como desenvolvimento web.

Duas delas são o desenvolvimento front-end e back-end, duas maneiras distintas de programar que se complementam na programação de uma aplicação, desde sua estrutura interna até a sua interface gráfica.

No conteúdo de hoje, falarei sobre o que é back-end, para que ele serve, qual o salário de um programador ou programadora back-end e como tornar-se um profissional deste segmento.

Vamos lá?

O que é back end?

Back-end é toda a parte da programação voltada ao funcionamento interno de um software.

Em outras palavras, back-end é tudo aquilo que está por trás da interface de uma aplicação: seus sistemas, banco de dados, toda parte de segurança de dados, envio e recebimento de informações, armazenamento e etc.

Ao contrário do front-end, que está mais voltado a tudo que diz respeito ao conteúdo e a parte visual de um site ou software, o back-end permite que tudo isso funcione de maneira eficiente ao construir sistemas que garantem estabilidade ao produto.

Para que serve o back end?

O back-end serve para que os sites, aplicativos, softwares ou outros tipos de sistemas de informação tenham todas as suas funcionalidades operando de maneira efetiva e cumprindo seus objetivos.

O back-end também serve para dar suporte aos projetos de tecnologia, unindo uma equipe multidisciplinar com uma visão mais abrangente do que está por trás de todos os processos.

O que é um desenvolvedor back end?

Profissionais back end são responsáveis por toda estrutura interna de uma aplicação.

Este profissional deve ter domínio sobre as principais linguagens de programação back-end, sobre as quais falaremos mais adiante, e sobre o funcionamento dos mais populares sistemas operacionais do mercado, tanto para computadores quanto para dispositivos mobile.

Este domínio é importante porque, na hora de desenvolver um software, aplicativo ou site, é importante compreender que ele precisará rodar em diferentes sistemas operacionais que podem possuir significantes diferenças entre si, impactando a execução do produto.

Cabe ao programador ou programadora especializado em back-end ter uma visão ampla sobre estes pormenores e ajustá-los da melhor maneira.

O que estudar para back-end?

O escopo de conhecimento necessário para um estudante de programação que deseja ser um profissional back-end é variado.

Ele vai desde lógica da programação a conhecimentos mais amplos, como por exemplo experiência do usuário, assunto que tem ganhado grande visibilidade na área de tecnologia nos últimos anos.

Abaixo, listarei os principais conhecimentos que um desenvolvedor(a) back-end deve ter em seu currículo.

Lógica de programação

Este conhecimento é básico a todos os profissionais da área de tecnologia, sejam back, front-end ou da área operacional.

Isso porque apesar de todas as linguagens de programação poderem ser muito diversas entre si, o raciocínio lógico por trás delas é o mesmo, e a isto damos o nome de lógica de programação.

APIs

As APIs, ou Interfaces de Programação de Aplicativos, são, basicamente, um conjunto de regras que uma organização impõe quando, por exemplo, outros serviços querem desenvolver aplicativos com base em seus serviços.

O Google, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, é um bom exemplo quando falamos sobre APIs: para que possamos incluir o serviço de mapas Google Maps em um site que não pertence ao Google, precisamos de uma API para que os funcionem corretamente.

O desenvolvimento destas APIs é responsabilidade de um programador back-end.

Banco de dados

Os bancos de dados são aplicações importantíssimas para o funcionamento dos mais variados sistemas que conhecemos hoje.

Qualquer site, por mais simples que seja, precisa de um banco de dados para armazenar suas informações.

Os bancos de dados podem ser internos, registrando informações referentes a uma empresa, por exemplo, ou imensos, como os bancos de dados governamentais.

Escalabilidade

Dentro do setor de TI, a escalabilidade pode ser um nome muitas vezes negligenciado, mas tê-la sempre em mente é uma das responsabilidades do desenvolvedor back-end.

Desenvolver um sistema escalável significa que este sistema possui a capacidade de crescer de acordo com o crescimento do negócio ao qual ele está associado.

Ao desenvolver um aplicativo de compras, por exemplo, a capacidade inicial dele pode ser pequena, mas ao acompanhar o avanço do próprio negócio, é necessário que ele também seja tecnicamente capaz de receber mais e mais demanda.

Sistemas flexíveis e escaláveis são fundamentais em tecnologia.

Segurança de dados

Nunca houve um momento na história da internet em que tantos dados foram enviados e recebidos pelos usuários como hoje.

Essas comunicações acontecem através de redes sociais, plataformas de compra e venda e anúncios, e-commerces, instalações de sistemas e em muitas outras situações.

Isso sem contar, é claro, sites com informações sigilosas como sites do governo, arquivamento de informações médicas, registros judiciais e etc.

Para que todos estes dados (e seus donos) estejam o mais protegidos possível dentro de seus bancos, é necessária a criação de uma forte rede de segurança que só será possível com a expertise de alguns desenvolvedores e desenvolvedoras back-end.

Servidor

Os servidores são parte fundamental da internet que conhecemos hoje.

Isso acontece porque é graças a eles que instituições, grandes ou pequenas, podem se comunicar internamente.

Também é graças aos servidores que existem bancos de dados, bancos de memória e redes de processamentos de grande ou pequena escala para uso doméstico e empresarial.

Grosso modo, os servidores são fundamentais para todos que necessitam da internet em algum grau e devem fazer parte dos conhecimentos de um back-end.

E quais linguagens de programação precisa saber?

É óbvio que um desenvolvedor ou desenvolvedora back-end precisa dominar a maior parte das linguagens de programação back-end do mercado, mas será que só isso basta?

Abaixo, listarei algumas linguagens fundamentais para o domínio de um estudante que deseja tornar-se um desenvolvedor back-end completo.

HTML e CSS

Apesar de não serem linguagens de programação propriamente ditas — enquanto o HTML é uma linguagem de marcação, o CSS é uma linguagem de estilo —, esta dupla é extremamente importante para que possamos conhecer a base da internet.

Foi através delas que os primeiros sites chegaram ao ar e, até hoje, mesmo após diversas versões mais avançadas, ainda são parte muito significativa do mercado front-end.

Compreendê-las não é apenas obrigação de quem deseja tornar-se um programador ou programadora back-end, mas de todo profissional que precisa saber como a internet funciona.

JavaScript

Posterior ao HTML e ao CSS, o JavaScript veio para trazer mais dinamismo às páginas da internet de meados dos anos 90, década em que foi criado.

Por ser uma das mais versáteis linguagens de programação do mercado, seu uso difundiu-se tanto que, hoje, podemos encontrar JS até mesmo no desenvolvimento de sistemas back-end, mesmo esta sendo uma linguagem originalmente front-end.

PHP

O PHP é uma das mais antigas linguagens do mercado voltadas para back-end.

Criada em 1994, antes mesmo do JS, esta também é uma linguagem de programação de script que, por ser relativamente simples, pode ser embutida no HTML.

É conhecida por possuir recursos simples e avançados, servindo tanto aos programadores(as) menos e mais experientes, inclusive aos estudantes.

Python

Ser um profissional back-end e não ter relativo conhecimento sobre Python, hoje, é uma ameaça à própria carreira.

Esta linguagem de programação, super popular e eleita como uma das mais amadas em 2020, segundo levantamento do StackOverflow, é portátil, extensível e multiplataforma, ou seja: além de possuir mais de 125.000 bibliotecas à sua disposição, o Python roda em praticamente qualquer sistema operacional desde que este comporte a instalação de seu interpretador.

Ruby

O Ruby é uma das mais populares linguagens de programação back-end e sua grande absorção pelo mercado se deu principalmente porque existe um grande número de bibliotecas e frameworks que são suporte a sua utilização.

Estes sistemas secundários facilitam a utilização da linguagem, que por si só já é bastante acessível por conta de sua sintaxe extremamente simples.

Onde é aplicado, e onde posso trabalhar?

A programação back-end se aplica a todo e qualquer produto fruto do desenvolvimento web, como softwares, sistemas operacionais, sites, aplicativos mobile, bancos de dados e jogos.

Em suma, tudo o que funciona precisa de uma estrutura interna, e tudo que é construído através da programação tem sua estrutura interna chamada de back-end.

Quanto ganha um desenvolvedor back end?

Segundo levantamento do Glassdoor, atualizado em 29 de dezembro de 2020, o salário médio de um desenvolvedor ou desenvolvedora back-end é de R$ 4.120,00.

Os valores vão de R$ 2.000,00 a R$ 9.000,00 a depender da experiência do profissional, nível do cargo e número de habilidades adquiridas.

O mercado de tecnologia da informação, naturalmente aquecido pelo próprio avanço tecnológico no mundo, não deixa a desejar quando o assunto são novas oportunidades.

Existem, hoje, grande variedade de programas voltados à formação de especialização de profissionais de desenvolvimento web, bem como cada vez mais opções de área de atuação.

Um profissional deste tipo pode atuar in house, ou seja, fazer parte da equipe interna de TI de uma organização, como os DevOps (profissionais de operação e manutenção), ou prestarem serviços de maneira autônoma e/ou fazendo parte de uma empresa prestadora de serviços, como startups e agências.

Qual a diferença entre front end e back end?

Como citado acima, enquanto o front-end está mais relacionado a tudo aquilo que é visível ao usuário, como a interface de uma aplicação, o back-end permite que essa interface esteja à frente de um sistema de operações eficientes.

Com relação ao armazenamento de dados, o front-end é quem faz a interface, mas é o back-end que os registra em um banco.

É possível ser front end e back end?

Sim, é possível!

Aos profissionais que são especializados nestas duas frentes de programação, damos o nome de desenvolvedor(a) full stack.

O profissional full stack é um programador ou programadora multidisciplinar que possui amplo conhecimento em diferentes áreas do desenvolvimento web, como construção de interfaces, de scripts dinâmicos front-end, e de sistemas internos, como bancos de dados, segurança da informação e APIs.

Como aprender back end?

A única forma de aprender a programar é, é claro, estudando.

Isso pode ser feito de diferentes maneiras, como por exemplo de modo autodidata, com uma graduação formal ou em escolas voltadas exclusivamente à formação de programadores(as), como a Kenzie Academy Brasil.

Com o curso de programação full stack da Kenzie você se torna uma pessoa programadora completa em apenas 12 meses, passando por quatro módulos que te ensinam não somente a dominar as principais linguagens do mercado, mas também te preparam para ingressar no mercado de trabalho o mais rápido possível.

Na Kenzie Academy você ainda pode contar com o método de pagamento ISA (Income Share Agreement), uma alternativa ao pagamento mensal que permite que você só arque com os custos dos seus estudos após concluí-los e estar alocado com um salário mínimo de R$ 3.000,00!

Conclusão

Profissionais back-end são constantemente requisitados por novas oportunidades, portanto se você deseja trabalhar com programação, mas ainda não decidiu qual especialização seguir, saiba que esta é uma escolha sem arrependimentos!

Se você gostou desse conteúdo e gostaria de entrar na área de programação, eu recomendo você conhecer mais sobre a Kenzie Academy Brasil.

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