Engenharia de requisitos de software: o que é e como funciona

Engenharia de requisitos de software: o que é e como funciona

A Engenharia de Requisitos de Software é o passo primordial para o desenvolvimento de um programa. Ela é formada por um conjunto de métodos e processos que buscam montar uma base de informações confiáveis e validadas para que o software seja construído.

Não é muito interessante chegar no meio do projeto e descobrir que está faltando algo, certo? A função da Engenharia de Requisitos é evitar que isso aconteça ao listar necessidades, analisar, organizar e acompanhar o processo de desenvolvimento de um software. 

Ela funciona utilizando regras e metodologias para que seja gerado um pedido detalhado, informações técnicas do cliente, como programas que ele já usa, e legislações. A partir disso, estuda a viabilidade do pedido, faz ajustes, administra as tarefas para garantir o sucesso de um software. A Engenharia de Requisitos de Software é o passo inicial e essencial. Abaixo você fica sabendo dos detalhes. Boa leitura!

O que é engenharia de requisitos de software?

O grande astro neste assunto é o software, que é o conjunto de instruções escrito para comandar máquinas, de uma forma bem resumida. A Engenharia de Requisitos de Software é a lista de tarefas e a análises que geram uma documentação de todos os processos necessários para a produção de um programa. Além de documentar, ela é responsável pela manutenção ao longo do tempo. 

A Engenharia de Requisitos de  Software tem etapas bem definidas para estruturar a operação. Em resumo, esse processo é dividido em levantamento, análise, documentação, verificação, validação e garantia de qualidade e gerência. 

Primeiro, a equipe levanta e anota os problemas, os pedidos dos clientes, depois analisa e aponta quais formas de resolução. Depois se avalia a qualidade da solução encontrada, até que o problema do cliente final seja resolvido, de uma forma bem simples. A seguir nós mostramos em detalhes como funciona a Engenharia de Requisitos. Boa leitura!

Quais os objetivos do serviço de engenharia de requisitos 

Organizar, avaliar e administrar são os grandes objetivos da Engenharia de Requisitos de Software. Cada passo do serviço é orientado para garantir que essas três atividades sejam realizadas e o software entregue. Ele tem como objetivo entregar um programa eficaz para o cliente, em outras palavras. 

Quais são os tipos de requisitos?

A definição de requisitos não é uma unanimidade e aparece de diferentes formas nos conteúdos técnicos, mas de forma objetiva, são as soluções encontradas para solucionar uma demanda gerada pelo cliente

Entretanto, é preciso sempre analisar se o desejo do cliente está alinhado com o que o software precisa entregar ao usuário final. Se o problema trazido por ele será resolvido para que o cliente dele tenha um bom serviço ou compra. 

Conheça os tipos de requisitos. 

Requisitos funcionais

O nome já dá uma boa dica. Os requisitos funcionais são as funções que o software deve executar. Essas funções podem ser básicas como cadastrar um cliente num banco de dados, um sistema para criar e gerar tarefas entre departamentos de uma empresa, gerar relatórios de vendas e muitos outros. 

Requisitos não funcionais

Os requisitos não funcionais estão mais voltadas às funções a serem entregues aos usuários como desempenho, segurança, confiança e usabilidade. Eles têm algumas divisões específicas. 

  • Produtos
  • Processo
  • Externos

Requisitos de domínio

São requisitos que listam as características e qualidades do software, em relação ao domínio. Neste sentido, o domínio é um processo conhecido pelo cliente, por um departamento ou área específica em uma empresa. É importante que o cliente e o programador falem a mesma língua nesse passo, esclarecendo dúvidas sempre que necessário quanto a termos e regras específicas. 

Requisitos subconscientes

Os subconscientes são requisitos que, geralmente, não aparecem nas fases anteriores por haver um entendimento do cliente e da equipe de Engenharia de Requisitos de que é essencial para o projeto. O ideal é que esses requisitos sejam encarados como conscientes e listados como uma tarefa obrigatória, mesmo que pareça óbvio. 

Requisitos conscientes

São requisitos listados pelo cliente e executados pela equipe. Como havia sido combinado na fase de Documentação de Requisitos, o cliente espera pela entrega. 

Requisitos inconscientes

São requisitos ainda desconhecidos pelo cliente. É um plus para o cliente que não esperava por aquilo, mas gostou. Com o tempo, esse requisito deve se tornar consciente também. 

Qual a estrutura da Engenharia de Requisitos?

Levantamento dos Requisitos

Essa é a fase inicial de qualquer trabalho de Engenharia de Requisitos, momento no qual todas as informações do projeto serão levantadas, listadas e debatidas. Ela pode ser feita por entrevista, pesquisa, observação. Nessa etapa, são apontados dados importantes como se já há sistemas operando no cliente - como um banco de cadastro de clientes - e se os pedidos estão de acordo com as leis. O levantamento  também opera para que exista entendimento dos pedidos feitos para o projeto, quais processos serão usados.

Algumas informações são essenciais para o sucesso do levantamento. Deve ficar totalmente entendido em qual área o software será aplicado, que problema o sistema vai resolver, como o software colabora para os objetivos do cliente e, também, as restrições. A partir dessas tarefas é possível ir para o próximo passo que é a análise.  

Análise de Requisitos

As informações reunidas na fase de levantamento são analisadas para esclarecer e demonstrar como o software será desenvolvido. Também nessa parte é feita a triagem do que foi pedido para avaliar se, de fato, o usuário final será beneficiado como se espera pelo programa.  

Geralmente, esses dados são apresentados com gráficos e texto, numa apresentação que todos compreendam. Programar ainda não está perto. Nessa fase o foco está mais no comportamento e no conceito do software em si, qual a melhor forma de desenvolver o programa, observado problemas, funcionalidades e processos. 

Documentação de Requisitos

Dados levantados e analisados. Com esses dois passos realizados, chega o momento da Documentação de Requisitos. Em resumo, é a fase em que tudo o que foi conversado, debatido e decidido, é oficializado em um documento. 

Além de descrever as regras para o trabalho, propósito, problemas e funcionalidades, a documentação deixa alinhados com as mesmas informações gerentes, desenvolvedores e clientes, que terão acesso a como o projeto será desenvolvido de uma forma mais transparente e assertiva. 

Verificação, Validação e Garantia de Qualidade

Essa fase tem o objetivo de garantir a qualidade do software, tendo o usuário como prioridade. Para isso, são usadas as ferramentas de verificação e validação que analisam o documento elaborado na fase anterior.  

A verificação é a primeira análise a ser feita. Ela tem foco no desenvolvimento, ou seja, na parte interna do projeto, na programação. Depois vem a validação, uma forma de entender se o software cumpre com os objetivos para os quais foi desenhado. Aqui também são verificados possíveis erros e conflitos que possam aparecer. 

Gerência de Requisitos

Ainda que o software seja desenvolvido como o levantamento, análise, documentação, verificação, validação e garantida de qualidade indicam, todo projeto está sujeito à alterações

Muitas coisas podem acontecer durante o desenvolvimento do software como aparecerem erros, haver mudança de prioridade ou até mesmo uma situação econômica, por isso, é importante ter tudo documentado para manter a organização e o projeto andando. 

Durante a Gerência de Requisitos é possível controlar as mudanças, acompanhar os requisitos e controlar a versão do software, assim como o cumprimento do que foi acordado e está na Documentação de Requisitos. Se for necessário incluir uma informação nova, o processo deve ser documentado, atualizando o antigo, para assegurar o bom andamento do projeto até o fim

Controle de Mudanças

O Controle de Mudanças também está diretamente ligado ao Documento de Requisitos. Isso porque é nele que estão anotadas as tarefas que devem ser executadas. Toda mudança deve ser analisada e avaliada, para entender sobre viabilidade e custos. As mudanças podem ser orientadas por três passos:

  1. Levantamento do problema e mudança
  2. Análise e custo
  3. Implementação

Gerência de Configuração

É natural que o projeto sofra alterações desde o passo inicial até a implantação do sistema. Porém, a Gerência de Configuração tem como missão definir regras para que essas modificações sejam realizadas. 

Rastreabilidade

Essa ferramenta busca entender de onde veio o requisito, porque ele existe, se há outros requisitos ligados - requisitos podem influenciar outros requisitos na hora de mudanças. Quanto mais fácil for para rastrear essas informações, mais eficaz é um projeto. 

Gerência da Qualidade de Requisitos

Outra atividade importante para garantir um programa eficiente é a Gerência da Qualidade de Requisitos. A função dela é acompanhar o passo a passo do desenvolvimento do produto, considerando mudanças e demandas obrigatórias, para a entrega de um programa que funcione. 

Conclusão

A Engenharia de Requisitos de Software é muito importante antes, durante e depois do desenvolvimento de um programa, pois lista tarefas, acompanhar o cumprimento de demandas para entregar um programa funcional e eficiente. Ela é o conjunto de normas, regras e metodologias que vão garantir a qualidade do software. 

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