Pensamento Crítico

Como o pensamento crítico ajuda na resolução de problemas?


Olá, dev! 

Meu nome é Howard Ricardo, estudante de desenvolvimento web na Kenzie Academy e hoje eu venho trazer para você um tema muito importante: Pensamento Crítico. 

O que é pensamento crítico? Qual é a importância de ter um pensamento crítico na programação? Como eu lido com as dificuldades em relação a essa Soft Skill? Eu quero abordar tudo isso nesse artigo e contar um pouco da minha experiência também.

Primeiro, vamos falar sobre o que é o pensamento crítico. Dentre as várias definições, a minha preferida é: Pensar racionalmente antes de agir. Não deixar as emoções (sejam elas positivas ou negativas) dominarem o seu ser. 

É sempre bom e prudente tomar a decisão mais objetiva, clara e simples. Muitas vezes, sem pensar bem, nós deixamos que nosso lado emocional tome conta e acabamos nos apegando a soluções que nem sempre são as melhores, complicando coisas simples, menosprezando grandes problemas.

Puxando um pouco para a programação, somos derrotados por um grande inimigo: o Over Engineering. Mas vamos desenvolver mais sobre Over Engineering em um próximo artigo.

Apegar-se a soluções, complicar coisas simples, menosprezar grandes problemas… Isso me parece algo muito recorrente na programação. Temos, principalmente no começo de carreira, toda aquela ansiedade por codar logo e resolver problemas o mais rápido possível. 

Isso porque temos que concordar: codar é muito, muito bom mesmo! Mas na carreira de dev, temos que lembrar a todo momento: somos pessoas programadoras, não digitadores. 

Os programadores e programadoras pensam. De preferência, pensam de uma maneira crítica. Pensar antes de digitar qualquer linha de código nos ajuda a filtrar grande parte dos possíveis problemas e ganhar horinhas de produtividade, isto é, trabalhar por 5 horas como quem trabalha por 7 ou 8 horas! Isso dá um saldo mensal absurdo de grande.

Eu tinha muita dificuldade de entender isso no começo. Como eu disse, codar é muito bom e, por algum motivo, as emoções dentro de mim sempre são 5 ou 7 vezes mais intensas. 

Eu pegava um problema simples e, sem pensar, já ia codando. Acabava demorando 40 minutos para montar um código, 30 minutos para resolver os problemas, depois mais 30 para refatorar o código e depois mais uns 10 só para explicar a alguém o que estava acontecendo no meu código e dar boas risadas das caras de espanto das pessoas. 

Com o tempo essas boas risadas foram virando uma preocupação, até que resolvi mudar de atitude e ser um programador de verdade.

Por um mês e meio inteiro, eu não deixei de resolver um problema que fosse (dentro e fora da programação) sem pensar muito antes de tomar qualquer atitude. Em específico na programação: pensar muito antes de digitar qualquer linha de código. 

Assim, eu venci o Over Engineering, meus códigos passaram a ser muito mais legíveis e minha produtividade aumentou significativamente. Sem contar todos os outros benefícios como maturidade emocional, independência intelectual, autocontrole e até mesmo confiança e autoestima, já que eu sei que se eu pensar bastante, eu sempre vou conseguir resolver.

Uma coisa que me ajudou muito, também, foi trabalhar em equipe e ver como as outras pessoas resolvem seus problemas. Na Kenzie, fazemos muitos trabalhos em equipe. Especialmente no primeiro trabalho que fiz junto com meu amigo Matheus Gasparotto. Foi ali que eu tive aquele estalo de que eu tinha que mudar, e mudar muito. A cada término do dia, a gente se juntava e discutia as melhores formas de melhorar toda aquela bagunça.

Eu esperava que ele fosse simplesmente apagar tudo, fazer de novo, e codar bem rápido uma forma mais legível e alternativa do código. Muito pelo contrário. Por uns bons minutos, numa call, ele foi pensando e falando para mim tudo que ele estava pensando, sem codar nada. 

Depois de um tempo pensando, moveu uns códigos para umas pastas, separou lógicas repetidas por funções únicas, mudou o nome de algumas variáveis e, quando vi, já estava tudo limpo e completamente legível.

  Ele não exitou em dizer que tais partes do meu código não faziam sentido, não deixou as emoções tomarem conta do seu racional e melhorou, sem perceber, não só o código, mas o dev que crescia dentro de mim. Com o pensamento crítico, veio a ideia de que códigos foram feitos para serem destruídos e reconstruídos sempre da melhor forma possível.

  Daí surgiu outro problema: eu passei a achar que pensar criticamente era ignorar completamente minhas emoções e sinais físicos. Enxerguei o descanso como perda de tempo, isso me gerou sérios problemas de saúde. Enxerguei a vontade de sair e estar com pessoas como perda de tempo também, isso me gerou sérios problemas sociais, emocionais e pessoais. Tive que consultar um psicólogo e ler muito mais sobre Pensamento Crítico para entender melhor sobre o assunto

  Por favor, lembre-se que o pensamento crítico não anula as suas emoções. Dar espaço para a emoção não significa deixá-la tomar conta de si. Dar essa brecha gera muita criatividade, ideia, sugestão, ou até mesmo erros inesperados que podem mudar não só a empresa, como o mundo inteiro (vamos ser otimistas e pensar em mudança positiva)! 

Pensar criticamente te faz ter a noção que o descanso não é uma perda de tempo, mas sim, algo que faz sua mente render mais por mais tempo. Pensar racionalmente é entender que somos seres que vivem em grupo, ou seja, devemos sempre buscar o bem do grupo, não apenas o bem individual.

 Pergunte-se. Sempre pergunte o motivo pelo qual está sentindo determinado sentimento, seja ele bom ou ruim. Na maioria das vezes, só de entendermos o porquê de determinadas emoções, já conseguimos uma solução caso elas sejam ruins, ou já conseguimos colocar o pé no chão, caso elas sejam boas. E se a resposta da pergunta, por algum motivo for “não sei”, eu sugiro que procure um profissional. 

Entender a si mesmo é o maior passo para um bom pensamento crítico.

  Conclusão 

Eu queria dar uma sugestão para quem está ou vai entrar na caminhada de desenvolver o Pensamento Crítico e vencer todas essas dificuldades que citei: Sempre que estiver resolvendo um problema, seja ele qual for, pergunte-se: “Por que estou pensando assim?”

 Eu acredito que entender que a vida é um bocado de “if’s”  e “else’s” já é o suficiente para você dar um grande passo em relação ao desenvolvimento de não só essa, mas como muitas outras SoftSkills. 

Dica de um dev iniciante, mas que pode te ajudar e, muito!, na sua jornada!

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