Quem ganha mais frontend ou backend?

Quem ganha mais frontend ou backend? Veja as habilidades exigidas!


As oportunidades de trabalho relacionadas à Tecnologia da Informação têm a fama de serem as que oferecem os salários mais altos e, por isso, se destacam no mercado dentre as outras. 

Por ser uma área muito ampla, há diversos caminhos a seguir, gerando a curiosidade de saber em quais funções se ganha mais.

Você deve ter visto aqui no blog o conteúdo que fizemos sobre web development, onde falamos o que é, funções e a diferença entre web designer e web developer.

Hoje, falaremos especificamente sobre as carreiras dentro dessa vasta área e descobriremos quem ganha mais, front-end ou back-end.

Quais são as habilidades mais essenciais do desenvolvedor front-end?

As principais linguagens de programação para o desenvolvimento de interfaces front-end são HTML, responsável pela estrutura da interface, e a CSS, responsável pela estilização. 

Logo, a mais importante habilidade para o desenvolvedor front-end é justamente o domínio dessas duas linguagens. À primeira vista, parecem linguagens de sintaxe simples; e são. No entanto, há muita técnica envolvida em seu uso. 

Há diversas maneiras de se chegar ao mesmo resultado, mas o desenvolvedor que se destaca é aquele capaz de encontrar a melhor possível e empregá-la.

Para ilustrar isso, vamos usar dois exemplos: o primeiro deles usa o conceito de tableless. Mas o que é tableless? É a técnica de dispor conteúdo em interfaces web sem o uso de tabelas. 

Em HTML, uma tabela é definida utilizando a tag <table></table>. Com as tabelas, podemos colocar conteúdo dentro de células e estilizá-las com CSS. 

O mesmo resultado pode ser obtido usando divs, separando a estrutura (em HTML) e a estilização (em CSS) e excluindo completamente o uso de tabelas. 

Dessa forma, a interface será carregada mais rapidamente, não precisará de uma versão separada para visualização em dispositivos móveis, será mais facilmente adaptável à acessibilidade, entre muitos outros benefícios.

A acessibilidade é justamente o segundo exemplo; as interfaces gráficas dos sistemas devem ser acessíveis para pessoas com deficiência.

As técnicas de implementação usadas durante o desenvolvimento terão impacto direto na facilidade, ou dificuldade, de tornar uma interface acessível para todos.

Como você pôde perceber, apesar de as ferramentas serem simples, cabe à pessoa desenvolvedora ter o domínio necessário delas para que o produto final tenha a qualidade necessária.

Salário médio do desenvolvedor do front-end

Há muitos fatores a considerar no que diz respeito aos salários praticados nessa área. Os dois mais importantes são a experiência da pessoa e as linguagens e frameworks que ela domina. 

As mais especializadas são valorizadas. Levando isso em consideração, a média salarial para um profissional de nível pleno é de R$3.800,00.

Experiência

A experiência do programador ou programadora vem tanto do tipo de interface front-end que desenvolveu como sua complexidade. Quanto mais complexa, maior será a quantidade de problemas a que a pessoa terá sido exposta. 

Isso terá grande impacto na experiência profissional dela e adicionará uma bagagem significativa de técnicas para solução de problemas. 

Em um ambiente profissional, dificilmente o programador(a) trabalhará sozinho(a). Provavelmente haverá uma equipe. Para isso, é essencial que a pessoa se sinta confortável no uso de ferramentas de versionamento, como o GIT.

Vantagens e desvantagens de ser um desenvolvedor front-end

O desenvolvedor front-end tem um contato mais direto com a equipe de design e com o usuário final. Esse perfil atrai muitos profissionais que se interessam justamente por essa interação e proximidade. 

O desenvolvimento front-end também costuma ser mais ágil e os resultados aparecem mais rápido.

A desvantagem é que pesa sobre o front-end o rigor de detalhes necessário para atender as especificações, tanto do design quanto dos usuários. 

A atenção a estes detalhes pode ser, eventualmente, tediosa, pois sempre exige muitas interações de desenvolvimento, teste e correções. 

O que é desenvolvimento back-end?

O desenvolvimento back-end é aquele dedicado ao processamento das funcionalidades das interfaces front-end. Se o front-end é a parte do software que o usuário vê e com a qual ele interage, o back-end é a parte do software que fica transparente a ele. 

O comando vem do front-end, é processado inteiramente pelo back-end, e o resultado é devolvido ao front-end e mostrado ao usuário. 

No back-end envolverá a tecnologia necessária para a comunicação com a interface gráfica, o processamento de funções e o armazenamento e manipulação de dados.

Quais são as competências mais importantes dos desenvolvedores back-end?

As linguagens de programação utilizadas no back-end são bastante diferentes das utilizadas no front-end; merecem destaque Java, Python e Ruby. 

A pessoa desenvolvedora deve também estar sempre atenta a desenvolver códigos que sejam eficientes. A performance é um aspecto muito importante e que tem impacto direto na experiência do usuário. 

O conhecimento em bancos de dados também é valioso. Isso implica conhecer a linguagem SQL de modo geral e as particularidades inerentes à tecnologias específicas, como Oracle DB, PostgreSQL e SQLServer

É fundamental também conhecer sobre frameworks utilizados no desenvolvimento de sistemas que usam a arquitetura que estamos discutindo como Spring e Hibernate. 

O salário médio do desenvolvedor de back-end

Como já mencionamos, há muitos fatores para considerar ao avaliar médias salariais, principalmente o nível de conhecimento nas linguagens de programação, experiências e especialização de cada um.

No entanto, a média praticada no mercado é de R$4.600,00, um pouco maior que a média do front-end.

Experiência

As habilidades necessárias ao profissional virão com sua experiência. O desenvolvedor back-end precisará usar muitas ferramentas além da IDE usada para desenvolvimento. 

Análise de logs, consultas a bancos de dados, versionamento de código, ferramentas de deploy são exemplos de atividades que o programador(a) back-end, durante sua vivência profissional, terá contato. 

Essas experiências valorizam o profissional do ponto de vista de remuneração e competitividade na disputa por vagas de trabalho. 

Vantagens e desvantagens de ser um desenvolvedor back-end

A complexidade da infraestrutura back-end exige que o profissional conheça diversas tecnologias e linguagens de programação. 

Há também a preocupação constante com performance. Quando os problemas aparecem, encontrar sua causa e solucioná-los torna-se uma tarefa geralmente árdua. 

Isto é, ao mesmo tempo, um benefício e uma desvantagem. O programador é constantemente estimulado a aprender e se atualizar. Se esse perfil atrai o profissional, ele estará na área certa. Caso contrário, encontrará grandes desafios durante sua atuação.

Quem ganha mais front-end ou back-end?

Os programadores back-end são usualmente mais bem pagos do que os front-end. A razão disso provavelmente reside no fato de que os desenvolvedores back-end precisam conhecer um número significativamente maior de tecnologias e linguagens.

Média salarial programadores no Brasil x linguagem que é especializado

As linguagens mais comuns terão mais profissionais disponíveis no mercado. Dessa forma, os salários ficam menores. 

Quando o usuário encontra uma linguagem ou uma tecnologia mais específica, isto é, que tem procura por parte do mercado, mas tem poucos profissionais que conhecem, os salários tendem a ser sensivelmente mais altos. 

Em quais cidades os salários são mais altos

Nas grandes capitais, pagam-se os melhores salários. Isso porque a demanda por profissionais é maior. 

O mercado de TI em cidades pequenas é escasso ou inexistente. Todavia, essa dinâmica está mudando. 

A tendência atual de se criar polos de tecnologia e inovação, como o de São José dos Campos, está deslocando a demanda para cidades menores, onde ótimas oportunidades de trabalho começam a aparecer devido à escassez de profissionais nessas regiões. 

Profissionais de TI: por que a demanda cresceu tanto?

Atualmente, não são apenas as grandes empresas que querem ter sua página na Internet, seu próprio aplicativo de celular, seu sistema de compras online, etc. 

Lojas e empresas pequenas e médias começaram a explorar o mercado digital e garantem sua presença virtual também. Além disso, estamos na era da informação, onde os dados têm um valor inestimável para as marcas. 

Isso aumentou imensamente a demanda por profissionais de desenvolvimento e os centros de formação e universidades não foram capazes de prover a quantidade necessária de profissionais para suprir essa demanda. 

Quais as linguagens de programação para os próximos anos

Para front-end, invista em TypeScript. É a linguagem de programação mais utilizada em frameworks de desenvolvimento modernos como Angular e React.

Para o back-end, invista em se especializar em Java. Frequentemente são lançadas bibliotecas e novas versões da linguagem. Uma certificação Java é uma boa idéia e trará muito destaque ao currículo. 

Ainda sobre back-end, Python tem ganhado muito espaço e é uma linguagem que vale a pena explorar. 

Como aprender programação com a Kenzie

É muito mais fácil estudar com a Kenzie Academy porque somos especializados na formação de programadores(as) e entendemos do deste mercado.

Oferecemos o curso de programação full stack, onde a pessoa poderá aprender e colocar em prática todos os conhecimentos necessários para se tornar uma profissional completa, em 12 meses.

Ah, e ainda trabalhamos com o método de pagamento ISA (Income Share Agreement), uma facilidade que permite que você só inicie o pagamento do curso após finalizá-lo e estar alocado profissionalmente, com salário mínimo de R$3.000,00.

Conclusão

Existe um amplo mercado de atuação para ambas as áreas, front-end e back-end, variando os ganhos, mas ainda mantendo a reputação dos altos salários (mesmo para níveis iniciais, trainee ou júnior) dentro do universo do web development.

A escolha sobre qual função seguir dependerá da preferência do profissional e aptidões pessoais, já que cada uma das áreas requer habilidades e conhecimentos distintos.

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