quadro de conquistas pessoais representando a síndrome do impostor

Síndrome do Impostor: o que é e como identificar

Em algum momento, você já se questionou se as suas conquistas realmente vieram como consequência do seu esforço e da sua capacidade? Ou se você realmente tem todas as qualidades que aparenta ter? Será que tudo isso não foi sorte daquele dia que você estava de bom humor e tudo acabou dando certo sem querer?

Quando assumimos um grande desafio acadêmico ou profissional, é normal analisarmos os riscos deste grande salto de desenvolvimento pessoal e sentir a insegurança de estar indo em direção ao desconhecido, fora da nossa zona de conforto.

Porém, durante o percurso, algumas pessoas experimentam uma insegurança diferente, que vem acompanhada de uma forte ansiedade e um medo paralisante. A pessoa começa a questionar também se suas conquistas não passam de uma grande sorte do destino, “será que sou apenas boa em enganar todo mundo?”.

O sentimento de fraude e de incapacidade para alcançar tudo o que se deseja são constantes quando a Síndrome de Impostor se desenvolve e toma conta da nossa vida.

Neste artigo, vou discorrer sobre uma visão geral sobre o que é a Síndrome do Impostor, algumas das características comportamentais a serem identificadas e, por fim, breves dicas de como você pode abrandar esses sintomas.

Antes de começar, gostaria de me apresentar, meu nome é Priscila e faço parte do Time de Colocação e Sucesso do aluno na Kenzie Academy Brasil e, diariamente, damos suporte e apoio para que nossos alunos desenvolvam habilidades interpessoais e autoconhecimento para combater essa síndrome, que é famosa entre os estudantes. Segundo uma pesquisa realizada pela  Universidade Dominicana da Califórnia, cerca de 70% das pessoas se sentem ‘uma fraude’.

O que é a Síndrome do Impostor?

A Síndrome do Impostor ainda está em estudo nas principais universidades de psicologia, pois é um fenômeno recente em nossa sociedade. Ainda não podemos afirmar que é uma doença, mas sim um estado psicológico de grande ansiedade, acompanhado pelo medo de ser avaliado e de fracassar, além de um grande sentimento de culpa e inferioridade.

O que já se sabe, é que esse estado psicológico é uma reação de defesa do nosso inconsciente, que altera a nossa autopercepção e a percepção sobre o mundo. É como se a nossa mente estivesse nos impedindo de fazer algo, porque acha que é perigoso para nossa sobrevivência.

Neste caso, a Síndrome do Impostor força a pessoa a permanecer onde é seguro, do ponto de vista social, ou seja, a pessoa busca evitar que o fracasso seja descoberto e que as dificuldades sejam vistas. Há um grande medo de errar, e a partir disso, descobrirem que você não sabe de tudo e talvez precise de ajuda.

É por isso que essa síndrome aparece justamente quando tomamos coragem para dar o primeiro passo no caminho das nossas realizações!

Para os impostores, todo mundo superestima suas competências porque, de alguma forma, ele convenceu a todos de que é muito inteligente, enquanto ele não tem certeza nenhuma se é tão inteligente quanto mostra.

O impostor se lembra de todas as críticas e feedbacks negativos que já recebeu e os usa como argumento para rejeitar elogios e feedbacks positivos, que recebe de pessoas que convivem com ele diariamente.

Esta distorção de realidade pode surgir por diversos motivos, mas quero chamar a sua atenção principalmente para dois fatores: o perfeccionismo e a comparação.

Perfeccionismo

Normalmente, quem tem um alto senso de perfeccionismo racionaliza da seguinte forma: “tenho defeitos, logo não posso ter qualidades”. Percebem como isso é uma compreensão distorcida da realidade?

Pode ser que, na sua infância os adultos ao seu redor falavam coisas como: “O que você fez ficou muito bom, MAS poderia ser dessa outra forma”. A partir disso, ao longo de anos e anos, é possível que a lição aprendida seja: “O que você faz é bom, mas nunca é o suficiente”. E pode ser que, sem querer, essa mensagem venha sendo repetida por você mesmo depois de adulto.

Uma grande dificuldade dos impostores é de entender que todos nós, seres humanos, possuímos defeitos, AO MESMO TEMPO, que possuímos qualidades. Você pode sim ser feliz e bem sucedido tendo vários defeitos, isso não vai anular todas as suas qualidades. Afinal, ninguém é perfeito, concorda?

Comparação

Outra principal característica das pessoas que se consideram impostoras é ter o foco em altas realizações e baixa capacidade de analisar o caminho que ela vai ter até o sucesso. E normalmente o que acontece? A pessoa pega o caminho mais curto e traiçoeiro: a comparação.

É muito difícil não se comparar com outra pessoa quando admiramos seu trabalho, quando achamos suas conquistas incríveis ou quando somos inspirados pelo que ela fala, não é?

Muito mais difícil ainda, se você vê grandes diferenças entre você e esta outra pessoa. Pode ser uma diferença de idade, gênero, etnia, do seu peso e até mesmo da história da sua família ou a quantia de bens que possuem. Ocasionalmente, quem se identifica como minoria dentro de um grupo, pode se encontrar na situação de sentir a necessidade de reafirmar seu valor para o grupo, e para si.

O que precisamos prestar atenção é como estamos internalizando esta comparação: está sendo saudável ou negativa? Você usa essa comparação para se motivar ou para se inferiorizar?

A comparação, quando aliada ao perfeccionismo, pode levar a um ciclo comportamental que alimenta a certeza de que suas conquistas não surgem a partir de suas habilidades, e desencadear hábitos que drenam sua energia, como a procrastinação, o excesso de preparo para atividades simples e o perfil workaholic.

E como enfrentar a Síndrome do Impostor?

Primeiramente, é preciso entender o que é a Síndrome do Impostor, desenvolvendo seu autoconhecimento, avaliando as suas características pessoais e, na sequência, identificando quais são os gatilhos que iniciam o que chamamos de “Crise de Impostor”.

Após essas compreensões, ficará mais fácil você minimizar os efeitos dessa síndrome, com pequenas ações que vão ajustar a sua percepção sobre a realidade.

Aproveite e salve essas super dicas!

1 – Elogios são sempre bem-vindos

Distribua elogios sinceros e, também, deixe as pessoas te elogiarem sem o impulso de barrar as coisas positivas que são ditas sobre você. Quando suas qualidades são vistas, é porque elas realmente estão ali. Aceite seus elogios sem culpa! #ficadica

2 – Todos têm defeitos

Lembre-se: a pessoa mais bem sucedida que você conhece tem defeitos, já errou, já passou por situações difíceis e nem sempre foi bem sucedida! Para ela chegar até o sucesso, houve um processo de crescimento. Busque entender qual é o sucesso  que você quer e estude as possibilidades. Nenhuma delas será perfeita. Não há atalhos para o amadurecimento, mas você precisa de tempo e paciência com a realidade das coisas.

3 – Busque mentores e um acompanhamento profissional

Esteja em contato com um mentor, professor ou um profissional que você conheça, para que ele possa compartilhar insights e dicas práticas com você. Você não precisa aprender  apenas com seus erros, você também pode aprender com os erros dos outros.

E claro, não passe por esse momento sozinho. A Síndrome do Impostor pode gerar muita ansiedade e agravar outras situações que possam estar acontecendo em sua vida, além de te levar a desistir de planos que já estão em andamento, então busque a ajuda de um psicólogo ou de uma psicóloga para que você tenha orientação profissional.

Aqui na Kenzie, diariamente oferecemos esse apoio, para que nossos alunos possam ser as melhores versões de si mesmos e possam voar cada vez mais no mundo da programação e, também, em sua vida pessoal. Quando existe um equilíbrio entre as hard e soft skills, as chances de sucesso do aluno podem aumentar e muito. É por isso que trabalhamos incansavelmente para desenvolver dia a dia, o autoconhecimento e as habilidades interpessoais em cada um. 🙂

Em conclusão, a Síndrome do Impostor pode aparecer de repente, em qualquer pessoa, de qualquer idade, várias vezes durante sua vida, então cabe a nós entendermos a importância de estar em dia com o autoconhecimento para entender os gatilhos e sintomas, buscando minimizar seus efeitos o quanto antes. Dessa forma, nos permitimos viver plenamente nossas conquistas!

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A Kenzie Academy é uma escola americana de programação para desenvolvedores, em que você estuda por 12 meses, em tempo integral, as principais linguagens do mercado para entrar no mercado de tecnologia atuando como um Full Stack.

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