Linguagem SQL: o que é e quais são os seus principais comandos

Linguagem SQL: o que é e quais são os seus principais comandos

Sua contribuição para a indústria de tecnologia é inestimável; bem como também são os profissionais que os aperfeiçoam todos os dias.

Se deseja tornar-se um desenvolvedor de software com foco em bancos de dados – como DBAs –, o conteúdo de hoje foi feito para você!

Falaremos a seguir sobre o que é SQL, para que ela serve, por que aprender SQL é uma grande vantagem competitiva no mercado de trabalho e quais os seus principais comandos.

Vamos lá?

O que é SQL?

SQL, ou Standard Query Language, é a linguagem padrão de comunicação com banco de dados.

O SQL é uma linguagem declarativa de sintaxe relativamente simples, voltada a bancos de dados relacionais, que pode ser aprendida por profissionais que não são necessariamente desenvolvedores, mas trabalham com bancos de dados com frequência.

Para que serve o SQL?

O SQL surgiu para padronizar a maneira com que os profissionais de TI executam comandos em seus SGBD  (Sistema Gerenciador de Banco de Dados).

Bancos de dados muito populares, como Oracle Database, MySQL, PostgreSQL e Microsoft SQL Server são alguns adeptos do SQL.

De forma geral, podemos afirmar que o SQL serve para que desenvolvedores(as) e profissionais que possuem um relacionamento direto com bancos de dados possam manipular e/ou visualizar dados com mais facilidade.

Por que aprender SQL?

Em primeiro lugar, se você deseja tornar-se um programador(a) back-end, possivelmente os bancos de dados aparecerão no seu escopo de trabalho em algum momento.

Em segundo lugar, há também os profissionais de tecnologia especializados em bancos de dados, os DBAs (database administrator).

Esta, que é uma das áreas mais específicas do setor, possui um grande mercado a ser explorado, uma vez que, atualmente, dificilmente encontraremos uma grande empresa (ou até mesmo pequena!) que não utiliza algum tipo de banco de dados.

Além disso, ainda que o seu objetivo não seja ser um DBA, saber SQL é um diferencial para qualquer profissional de desenvolvimento web.

Como está o mercado de trabalho para SQL?

De uma forma geral o mercado de trabalho para SQL está em alta e é muito promissor! Sendo uma linguagem padrão para se trabalhar com bancos de dados relacionais e também para quem deseja ser um desenvolvedor completo. 

Existem vários cargos que utilizam a linguagem SQL, tais como:

  • Analista de Sistemas (com experiência em SQL);
  • Programador(a) (SQL);
  • Desenvolvedor SQL, entre outros cargos.

Os salários variam de acordo com a experiência e função pretendida, mas deixo aqui alguns exemplos:

  • De acordo com a Pesquisa Salarial da Catho Online, a média salarial para um cargo de Analista Programador PL SQL no Brasil é de R$ 4.228,52;
  • Conforme pesquisa salarial da Catho Online, a média salarial para um cargo de Programador SQL no Brasil é de R$3.089,75.

E, segundo a nossa parceira GeekHunter, se você for um Engenheiro(a) de Dados sênior SQL, a faixa salarial pode chegar até R$13.000,00.

Quais as vantagens e desvantagens da linguagem SQL?

Como toda linguagem de programação, ao utilizar a linguagem SQL você encontrará vantagens e desvantagens, entenda melhor ao acompanhar os próximos tópicos.

Principais vantagens

  • É uma linguagem fácil e padrão: Essa linguagem já está sendo utilizada em torno de 40 anos e desde então teve mudanças mínimas. Sendo uma linguagem estável e que se adapta às evoluções das demais linguagens;
  • Você observa SQL em quase “todo lugar”: Independente da linguagem de programação que você opte em se especializar, você precisará se comunicar com uma base de dados. E o conceito disso são os princípios de SQL; 
  • Você terá um diferencial em seu currículo: O SQL é uma linguagem complementar e uma exigência básica que todo programador deve saber. Mas, esse diferencial pode (e deve) ser complementado com outros elementos, como por exemplo, um inglês fluente e networking com profissionais da área.

Principais desvantagens

  • A padronização acaba inibindo a criatividade;
  • Hospedeiras;
  • Divergência com as linguagens;
  • Não oferece suporte a alguns panoramas do modelo relacional.

Conheça os principais comandos, funções e operadores

Listamos abaixo os principais comandos SQL, funções de agregação e operadores relacionais. 

  • Select: este, como dito há pouco, é o comando de consultas, ou seja, é utilizado toda vez que alguém deseja visualizar algum dado. Seu funcionamento consiste em buscar uma linha dentro de uma tabela de acordo com o critério previamente definido dentro da cláusula WHERE.
  • Insert: este comando insere novas linhas dentro de uma tabela de acordo com os argumentos transmitidos a ele.
  • Delete: este comando remove linhas de uma tabela também de acordo com o critério pré-definido para ele.
  • Update: este é o comando que atualiza linhas de uma tabela de acordo com o critério previamente definido na cláusula WHERE.

Funções de Agregação

As funções de agregação são aquelas que agregam mais de um valor em um único resultado.

Para grandes empresas que, diariamente, necessitam de informações reduzidas, como lucro bruto e lucro líquido, por exemplo, as funções de agregação são muito utilizadas na hora de expor estes resultados.

As funções de agregação mais populares são, MAX, MIN, SUM, AVG, COUNT, GROUP BY, HAVING e ALIAS.

Operadores relacionais

Os operadores relacionais são sinais cuja função é realizar comparações entre valores, estruturas e controles.

Os mais populares operadores relacionais são os sinais de > (mais), < (menor), >= (maior ou igual), <= (menor ou igual), = (igual) e <> (diferente).

Operadores relacionais

Os operadores lógicos são aqueles que validam as condições, ou testam sua legitimidade.

Ao utilizar um operador lógico, ele retorna um valores que podem ser TRUE, FALSE ou UNKNOWN.

Os operadores lógicos mais populares são: all, and, qualquer, between, exists, in, like, hot, or ou some.

Subconjuntos do SQL

A padronização SQL não mantém seus comandos em apenas um bloco de funcionamento, mas em vários. Estas especificações são chamadas de subconjuntos.

Abaixo, explicaremos mais detalhadamente o que são estes subconjuntos e quais os seus objetivos.

DML - Linguagem de Manipulação de Dados

O DML, ou Data Manipulation Language, é a linguagem de manipulação de dados. Junto com a DQL, é uma das mais utilizadas por profissionais que não são especializados em TI, como citamos acima.

Este subconjunto tem como objetivo alterar dados das tabelas, como por exemplo inserir, excluir e atualizar dados.

Seus comandos mais utilizados são insert, delete e select.

DDL - Linguagem de Definição de Dados

O DDL (Data Definition Language), é a linguagem de definição de dados. Esta linguagem está mais relacionada ao próprio banco de dados do que às informações que ele armazena.

Este subconjunto serve para modificar o banco de dados através de, por exemplo, a criação e a remoção de objetos.

Seus comandos mais utilizados são o create e drop.

DCL - Linguagem de Controle de Dados

O DCL (Data Control Language), é a linguagem de controle de dados. Esta linguagem também está mais relacionada à manutenção do banco de dados do que aos dados registrados por ele.

Este é um subconjunto importantíssimo, porque é ele quem define permissões, bloqueios e restrições de usuários. Em uma grande empresa que lida com dados sigilosos, por exemplo, estas funções são de extrema urgência para a segurança dos dados.

Seu principal comando é o grant, fornecer acesso ou privilégios para usuários a diferentes tabelas.

DTL - Linguagem de Transação de Dados

O DTL (Data Transaction Language), é a linguagem de alteração de dados dentro de uma tabela. Ela existe porque, antes de modificar algum dado, é preciso também autorizar que elas sejam salvas.

Esse subconjunto serve para de fato publicar estas alterações através de comandos como o commit.

DQL - Linguagem de Consulta de Dados

A DQL(Data Query Language), é a mais popular para quem não precisa necessariamente conhecer o funcionamento de um banco de dados, mas somente consultar suas informações.

O principal comando deste subconjunto é o select.

Aqui, cabe fazer uma observação: o select, muitas vezes, também é descrito como um comando do subconjunto DML, embora em outras vezes ele possua seu próprio subconjunto de consulta.

As duas maneiras de apresentá-lo estão corretas.

Como aprender SQL?

Aprender SQL é muito simples. Esta é uma linguagens mais disseminadas entre profissionais de outras áreas, como por exemplo engenheiros, profissionais de big data, jornalistas de dados, consultorias de marketing, analistas de qualidade e muito mais.

Mas, se você deseja tornar-se um programador(a), no 3º módulo do curso de programação full stack da Kenzie, você conta com uma disciplina totalmente focada em SQL, bancos de dados e ORMs (mapeamentos objeto-relacional.

Conclusão

Os bancos de dados estão tão amplamente difundidos na cultura tecnológica de empresas de todos os tamanhos que, como consequência, os profissionais capacitados para operá-los serão cada vez mais requisitados.

Na hora de escolher o seu futuro como desenvolvedor de software, acrescente este diferencial no seu currículo e expanda as suas possibilidades com o SQL.

Se você gostou desse conteúdo e gostaria de entrar na área de programação, eu recomendo que você faça a sua inscrição na Kenzie Academy Brasil. Estude Desenvolvimento Full Stack e só pague quando estiver formado. Faça já a sua inscrição.