O que é teste de integração e quais são os tipos de teste?

O que é teste de integração e quais são os tipos de teste?


Imprescindíveis para garantir a performance de um software, o teste de integração automatizado identifica falhas, erros e bugs durante o desenvolvimento de um sistema. 

Imagine que você precisa desenvolver um site para um e-commerce. A empresa que contratou o serviço tem um banco de dados próprio de produtos e precisa que esse banco converse com o site. Para que isso seja possível, é feita a integração entre os sistemas do banco de dados e do site e, antes que ela seja concluída, são feitos testes para aferir se eles conversam entre si e não apresentam problema. 

Ou seja, os testes de integração servem para aumentar a segurança e a eficiência de uma aplicação antes da conclusão do projeto. 

Isso otimiza tempo, dinheiro e, claro, aumenta a confiabilidade do cliente. No entanto, você sabia que existem diferentes tipos de testes?

No conteúdo de hoje, falaremos sobre o teste de integração, sua importância e os seus diferentes tipos. A ideia é ajudar você a expandir o seu conhecimento sobre desenvolvimento web de maneira simples e objetiva.

Vamos lá?

O que é teste de integração?

Teste de integração é quando os módulos (unidades de código) são testados em grupo para garantir que não haja nenhuma quebra naquilo que foi feito unitariamente e naquilo que está sendo integrado junto.

O cenário ideal é que sejam feitos testes de unidades primeiro e, depois disso, seja feito o teste de integração que busca compreender se os módulos funcionarão juntos. 

Voltando ao exemplo do e-commerce, imagine que o programador desenvolveu a interface da página de produtos e precisa puxar do banco de dados da empresa um produto específico. O site tem um módulo e o banco de dados outro. O teste de integração entra nesse cenário como o método para verificar se os dois módulos conseguem apresentar a página de produtos juntos sem falhas. 

O teste de integração é mais complexo em relação ao teste de unidade, que serve para testar uma unidade pequena de código de sistema, podendo ser uma função ou um método. Como se debruça em testes mais simples e mais rápidos, os testes de unidade não são suficientes, exigindo que o teste de integração seja feito para garantir a funcionalidade total do projeto. 

Teste de integração 

O teste de integração é uma atividade sistemática que tem como objetivo verificar a construção da estrutura do software que está sendo desenvolvido e a sua comunicação entre módulos. 

Este teste é super importante porque evita que os dados se percam na interface entre os módulos ou que ocorra um resultado inadequado sobre o outro, ou seja, é fundamental para não comprometer a qualidade do software.

Imaginando novamente o e-commerce, se o módulo do site não conseguir puxar as informações do módulo do banco de dados, no teste de integração é possível verificar o problema e corrigir antes do site ir ao ar, minimizando a possibilidade de falhas. 

Descrição das estratégias 

Antes de realizá-lo, é fundamental elaborar um plano e determinar suas estratégias. Assim, é possível analisar combinações entre as condições do teste e definir o resultado esperado.

Entre alguns dos elementos que devem ser considerados na descrição das estratégias estão: objetivos; o que vai ser feito em cada uma das etapas; cronograma; profissional responsável;  padrão para relatório de defeito, indicação das áreas mais importantes do software que está sendo desenvolvido, assim como, métricas, o que será automatizado ou não e, claro, o relatório final.

Agora que você já sabe o que é teste de integração, descubra quais são os tipos de abordagens:

Testes Bottom-Up

Nele, integra-se componentes de infraestrutura e depois adiciona-se componentes funcionais. Nesta abordagem, a integração dos sistemas inicia a partir do nível mais baixo do software, ou seja, o módulo. No entanto, para integrar esse conjunto de módulos é preciso criar um driver, programa de controle que coordena a entrada e saída para cada cluster (módulos que executam uma sub-função do sistema).

Entre as vantagens de realizar essa técnica, estão a verificação antecipada do comportamento de baixo nível; stubs não são necessários, é mais simples para formular dados de entrada para algumas sub-árvores e, também, mais fácil de compreender dados de saídas.

Testes Top-Down

Já na abordagem Top-Down, inicia-se a integração pelo primeiro módulo até o último da hierarquia (de cima para baixo). Nele, desenvolve-se o esqueleto do sistema preenchendo com componentes. Esse teste pode ser feito de duas formas: por profundidade ou largura.

Dependendo da abordagem escolhida, os pseudocontroladores são substituídos, um por vez, pelos seus componentes reais. Os testes são conduzidos à medida que cada componente é integrado e, ao final de cada conjunto de testes, outro pseucontrolador é substituído por seu componente real. Nesta abordagem, a vantagem é poder testar logo no início as funções principais do software.

Testes Sandwich

Nesta abordagem o sistema é integrado com um mix da técnica Top-down e Bottom-up, dividindo-o em três camadas: lógica – camada formada pelos módulos que são mais frequentemente chamados. Aqui, utiliza-se a técnica Bottom-up; meio (middle) –  são os módulos restantes; e o operacional, que é formado pelos módulos principais, do ponto de vista operacional, sendo testado por meio da técnica Top-down.

Testes Big Bang

Ao usar esta técnica, os módulos são testados separadamente e depois integrados de uma só vez. No entanto, para realizar a integração usando o teste Big-bang é preciso stubs e drivers para testar os módulos isoladamente. 

Muito usados para demonstrar uma operabilidade mínima do sistema, a maior desvantagem dessa abordagem é que caso ocorra algum erro na interface de um módulo com outro, o motivo ficará mais difícil de ser encontrado, já que é uma abordagem não incremental.

Na abordagem incremental, os testes são feitos por etapas nas classes. As classes são testadas uma por uma entre si, facilitando encontrar possíveis erros isoladamente, ao contrário do Big Bang.

Tipos de validações

Durante o desenvolvimento do software, há dois tipos de validação aplicadas em diferentes estágios que podem ser definidos como: estática e dinâmica.

Na estática, contemplam representações do sistema como: documentos de requisitos, diagramas de projeto e código-fonte de programa. Já na dinâmica, envolve a execução do software com dados de teste, onde é analisada a saída e seu comportamento operacional.

A validação estática é feita para garantir a qualidade do software que não necessita de uma versão executável do programa, podendo ser usada em todas as fases do desenvolvimento. Com esta validação é possível verificar tanto o produto quanto o processo de software. Elas são utilizadas para revelar se há correspondência entre o produto final e suas especificações. No entanto, não é útil para avaliar um software operacionalmente.

Assim, a validação dinâmica está relacionada diretamente ao teste de software, sendo a principal técnica de V&V (verificação e validação). Portanto, serve para observar o comportamento do produto pela execução do software com dados de entrada para descobrir se as saídas estão corretas. 

Quem faz o teste de integração?

Geralmente o teste de integração é feito pela equipe de testers e desenvolvedores que já estão com a mão no código e já sabem dos possíveis erros que podem acontecer. Então, eles mesmos testam e já fazem os ajustes necessários.

Outras vertentes, entretanto, defendem que o teste de unidade seja feito pelo desenvolvedor e que o teste de integração seja feito por uma equipe independente, afinal de contas uma equipe pode desenvolver códigos diferentes com linguagens diferentes e o time independente estaria neutro para unir esses códigos distintos e fazer os testes necessários. 

Qual a diferença entre teste de integração e teste de sistema?

A principal diferença é que o teste de integração testa grupos de unidades integradas para criar um sistema ou um subsistema, concentrando-se nas interfaces de comunicação entre unidades. Já o teste de sistema, analisa o sistema como um todo, ou seja, além de verificar se os componentes são compatíveis, certifica que eles interagem corretamente e que, transferem dados certos no momento certo.

Conclusão

Embora existam abordagens de integração diferentes para cada estágio do desenvolvimento de um software, é preciso ter em mente que isso irá depender muito de cada tipo de projeto. 

Portanto, para obter um excelente resultado na entrega de um software, é necessário realizar diferentes combinações de testes manuais e testes automatizados levando em consideração o propósito e a necessidade do produto e do cliente. 

É válido reforçar que esses testes são muito importantes durante o desenvolvimento do software, pois eles reduzem custos, otimizam o tempo e viabilizam a detecção de erros, minimizando a quantidade de falhas e elevando o nível da qualidade do produto final.

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